domingo, 27 de junho de 2010

SAÚDE - Relato da Reunião do Forum Ppopular de Saúde Pública

Reunião no sábado 16/06/10 as 9h no Sindicato dos Correios.

- Alisson passou o informe sobre a reunião junto ao promotor de saúde, com o Felipe levou a carta escrita em nome do fórum levando a pauta da crise Ciap. O promotor falou que sabe o mesmo que a imprensa e que os dados correm em sigilo (embora tenham sido divulgados os nomes esta semana). Disse também que pensa numa TAC- termo de ajustamento de conduta que permita a substituição do pessoal terceirizado aos poucos por pessoal contrato por meio de concurso. Para isso ele deve ser estimulado pela população. Sobre este aspecto o Carlão sugeriu que fizéssemos uma carta pedindo esclarecimentos sobre esta TAC. O Alisson ficou de agilizar esta atividade. O Felipe em outro e-mail precisou melhor a conversa;

- Definimos que a priori vamos atuar como frente de luta, acumular currículo na comunidade e se surgir a necessidade de avançar administrativamente iremos avaliar. Primeiramente temos que aglutinar mais pessoas e a comunidade de forma geral. Jackeline informou sobre a conversa com o Prentici que relatou que o fops somente possui estatuto e livro-ata, e que isso nunca inviabilizou a participação da frente nas conferências. Embora, tenha relatado que o fórum de uns anos para cá tenha optado pelo esvaziamento na participação municipal de Curitiba e estadual, por se tratarem de espaços de díficil penetração e diálogo. Quando desejam entrar com ações, fazem por meio de ações populares ou por meio do sindiprevs. Da mesma forma o faz o fórum popular de Alagoas, q a Maria Valéria compõe. O Prentici falou que se deliberarmos pela unidade junto ao fops, teremos toda autonomia, desde que não infrinjamos a defesa da saúde pública, fim das Os, Oscips, fundações... e isto parece consenso entre nós. Enfim, os presentes nesta reunião decidiu pela continuidade do fórum regional, atuando ao lado do fops, pois em outras reuniões a composição enquanto fops descentralizado não havia sido consensuado.

- Deliberamos que há necessidade de ampliação das entidades que comporão conosco, pastorais, sindiprevs, app, correios, oab. O Carlão ficou de ver junto ao correios, oab e pastorais, Vani (APP?), Sindiprevs (Jackeline);

- Para iniciarmos o diálogo do fórum com a população, promoveremos o "varal do sus" no dia 24/06 as 9h no calçadão de Ldna. A idéia surgiu do Relato da palestrante Maria Valéria, em q o fórum popular de Alagoas fez atividades lúdicas de expressão com a comunidade, onde setores diversos colocaram suas percepções sobre o Sus no papel em forma de desenhos, pinturas, colagens e ao final pendudaram neste varal. Varal que é contínuo e em construção assim como o Sus. Em Londrina faremos o mesmo, com percepções do Sus que temos e o Sus que queremos. Faremos oficinas com os usuários da região sul e norte, bem como de Ibiporã e Cambé(Jacke e Dani verão esta atividade junto aos residentes de saúde da família). A Jacke possibilitará uma oficina junto aos trabalhadores de uma ubs, o Carlão fará com os trabalhadores da Centrofarma. A Dani e a Jacke verão também a possibilidade junto aos usuários do caps;

- Faremos uma caixa com os materiais lúdicos, canetinha, papel, lápis de cor, tinta. Aceitamos doações e veremos junto aos sindicatos. (Jacke verá com o sindiprevs);

- A Dani iniciou o blog do fórum, o Alisson fez alguns ajustes e já dá para ser conferido: www.forumpopularlnd.blogspot.com . Parabéns aos dois pelo trabalho! Ainda dá para colocar mais postagens e construirmos juntos!

Próxima reunião no dia 03/07 no Sindicatos dos Correios- Paraná 102- segundo andar

Jackeline
 
http://www.forumpopularlnd.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mão do lixo

A mão que eu cato o lixo

não é a mão que eu devia ter.

Não tenho para ganhar

na mesa da minha casa

o pão de cada dia.

como não tenho,aqui estou

catando lixo dos outros.

o resto que vira lixo

não faz mal se ficar sujo

se os urubus beliscaram

se ratos roeram pedaços.

mesmo estragado me serve

porque fome não tem luxo

a mão com que eu cato o lixo

não é a que eu devia ter.

mas a mão que a gente tem

é feita pela nação.

quando como coisa podre

depois me torço de dor

fico pensando: tomara

que esta dor um dia doa

nos que tem tanto,mas tanto

que transformam pão em lixo

com meus dedos no monturro

sinto-me lixo também

não pareço,mas sou criança

por isso enquanto procuro

restos de vida no chão

uma fome diferente

quem sabe é o pão da esperança

esquenta meu coração

que um dia criança nenhuma

seja mão serva de lixo.

Tiago de mello

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Lançamento da rede de comunicadores pela reforma agrária aqui no Pr.


Rede de Comunicadores em defesa da Reforma Agrária

Somos comunicadores e comunicadoras no Paraná em apoio aberto à Reforma Agrária, contrários à criminalização dos movimentos sociais - um cenário que, infelizmente, encontra terreno fértil na desinformação promovida pela grande mídia.
Hoje, a programação e o espelho da mídia têm refletido apenas a opinião das frações conservadoras do Judiciário, a visão do agronegócio e da bancada ruralista, apenas a voz pouco dialogável da senadora Kátia Abreu (DEM), quem recentemente chegou a amenizar a questão do trabalho escravo e o seu uso pelo agronegócio.
A revisão dos índices de produtividade (datados de 1975), a criminalização e expulsão de comunidades, os danos ambientais causados pelo agronegócio: são assuntos velados ou apresentados com aparência de uma nota só. E a mídia é quem dita o ritmo.
Por isso convocamos para se somarem à Rede os jornalistas progressistas e democráticos, os militantes sociais e qualquer comunicador que entende a Reforma Agrária como uma tarefa urgente em um contexto de concentração de terras e riqueza.
Se a imagem das laranjas da Cutrale é mil vezes repetida na grande mídia, por que não é dito que 1500 agricultores foram assassinados e apenas um terço dos casos foi a julgamento, desde 1985, de acordo com denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT)? A quem interessa este silêncio?

ATO DE LANÇAMENTO da Rede de Comunicadores em Defesa da Reforma Agrária

Com a presença de João Brant (Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social), Michele Torinelli (Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação) e Aniela Almeida (Sindicato dos Jornalistas do Paraná).
Participe! Vamos multiplicar este debate.
Quarta-feira, 23 de junho, às 19 horas,
Local: APP-Sindicato. Rua Voluntários da Pátria, 475 - 14º andar, Ed. Asa. Curitiba (PR)
 
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O Estatuto da Democracia Racial

BrASIL DE FATO, acessado em 21/06/2010
Por
Douglas Belchior
O Estatuto da Democracia Racial, fruto de um acordo espúrio entre os senadores Paulo Paim (PT) e Demóstenes Torres (DEM) e o ministro da Seppir, Elói Ferreira, significou alta traição à luta do povo negro.
Mais uma vez, os senhores determinaram a regra, a lei e os limites da existência e da sobrevivência dos negros no Brasil. O dia 16 de junho de 2010 entra para a história, cinco séculos após a chegada dos primeiros africanos escravizados nestas terras e 122 anos após o fim da escravidão. Encerra-se mais um triste capítulo da luta entre senhores brancos racistas versus escravizados negros e pobres. Desta vez, nas salas acarpetadas do Senado Federal, em Brasília.
Em tramitação desde 2003, o chamado Estatuto da Igualdade Racial, apresentado pelo Senador Paulo Paim (PT), animou a esperança de o Estado Brasileiro finalmente iniciar um processo de reparação aos descendentes da escravidão no Brasil. No entanto, nesses difíceis anos de debate e enfrentamento aos que resistiam à sua aprovação, a proposta original sofreu muitas alterações que esvaziaram a possibilidade de eficácia e o sentido reparatório.
Ainda em 2009, alterações feitas na Câmara Federal rebaixaram o Estatuto para uma condição “autorizativa”, além de não garantir recursos para sua execução. Com isso, os gestores públicos já não seriam obrigados a colocá-lo em prática.
O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado neste dia 16 de junho foi ainda mais fundo no poço da hipócrita democracia racial brasileira. Fruto de um acordo espúrio entre o senador Paulo Paim (PT), o senador Demóstenes Torres (DEM), relator do projeto e presidente da CCJ no Senado, e o Ministro da Seppir, Elói Ferreira (representante dos interesses do ex-titular da pasta Edson Santos), significou alta traição à luta do povo negro no Brasil.
O acordo que possibilitou a aprovação do Estatuto (e que será usado como bandeira no processo eleitoral tanto pelo PT quanto pelo DEM), simplesmente enterrou as reivindicações históricas do povo negro, uma vez que o texto aprovado excluiu as Cotas para negros nas universidades, nos partidos e nos serviços públicos; excluiu a garantia do direito a titulação das terras quilombolas; excluiu a defesa e o direito a liberdade de prática das religiões de matriz africanas e não fez referência a necessidade de atenção do Estado ao genocídio cometido pelas polícias que vitimam a juventude negra.
Pior ainda que a supressão destas demandas, o texto de Demóstenes do DEM – aceito por Paim e pela Seppir, negou-se a reconhecer os efeitos dos mais de 350 anos de escravidão e a existência de uma identidade negra no país!
O Senador Demóstenes Torres, representante dos senhores, do agronegócio e dos ruralistas, é o mesmo que durante a audiência pública sobre cotas no STF, realizada em março deste ano, afirmou que as mulheres negras escravizadas se entregavam ao deleite sexual com seus senhores. Este homem, conservador e racista, é o padrinho do Estatuto da Igualdade Racial aprovado no Senado e que agora segue para sanção do presidente Lula. Tudo isso sob a égide da submissão dos negros da Seppir e do parlamento, que nem de longe representam as aspirações dos movimentos da luta negra no Brasil.
Aliás, mesmo sob pressão de importantes organizações do Movimento Negro - entre as quais, o Movimento Negro Unificado (MNU), o Coletivo de Entidades Negras (CEN), o Círculo Palmarino, a UNEafro-Brasil - e do Movimento Social, como o Tribunal Popular, o MST e a Federação Nacional das Associações de Moradores, que encaminharam Carta Aberta ao Senado pedindo a retirada do projeto do Estatuto, e mesmo da posição contrária da CONEN, organização negra que agrega militantes petistas, a Seppir, Paulo Paim e deputados historicamente ligados a luta racial, como Janete Pietá e Vicentinho, sucumbiram. Reafirmando sua índole traiçoeira, o parlamento aproveitou a comoção provocada pela copa do mundo para articular o golpe do Estatuto do DEM.
Há informações de que haverá uma festa no momento da sanção presidencial. Festa na Casa Grande, com a presença dos escravos de dentro que, uma vez mais, hão de se lambuzar e saciar sua fome individual com os restos do banquete. Brancos, ricos e poderosos ao lado de negros bem educados e emergentes. A coroação perfeita da democracia racial brasileira.
Enquanto isso, nas senzalas, cabe aos movimentos combativos continuar a luta, certos de que qualquer mudança concreta deste país rumo à justiça e igualdade passa necessariamente pelas mãos calejadas e ensaguentadas do povo negro brasileiro.

Douglas Belchior é prof. de história e membro do Conselho Geral da Uneafro-Brasil.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nomeação do Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Estado do Paraná

O Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Estado do Paraná  COPED-PR é um órgão permanente, autônomo, deliberativo e paritário com participação do governo e sociedade civil, que tem entre suas principais atribuições a formulação e a fiscalização da política pública de proteção aos direitos humanos e da cidadania. 
 
Após a visita do Centro de Direitos Humanos de Londrina a interiorização do governo do Estado ao Secretário de Justiça do Paraná,esta coordenação recebeu a seguinte informação por parte da ascessoria da secretaria, que o decreto de nomeação dos novos conselheiros já está esta com o governador para assinatura. portanto fica claro que se precionarmos juntos o Estado as coisas acontecem. 

DIREITO A MIGRAR E A IMIGRAR

Outra informação importante sobre ações do Centro de Direitos Humanos foi a participação do CDh-Londrina numa mesa de discusção sobre a questao do migrante em Londrina a convite dos companheiros da pastoral do Migrante de Londrina na Camara Municipal, dentre os problemas abordados foram a recepção dos imigrantes de outros países (paraguai,bolivia,haiti,entre outros),Tambémnos chamou a atençã a falta de um protocolo para atendimentos aos tanto imigrantes quanto aos migrantes.
       Foi articulado que o sinal verde e a pastoral do migrante estaria fazendo a triagem e os movimentos sociais presentes a cobrança da extrutura por parte do estado.       

quinta-feira, 17 de junho de 2010

XV Semana Estadual de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas – CONEAD e CEAD Semana Municipal sobre Álcool e outras Drogas – COMAD



 Slogan: A GENTE CONVERSA, A GENTE SE AJUDA
19 a 26 de junho de 2010
Londrina – Paraná
  
Realização: Serviço de Bem-Estar à Comunidade – SEBEC – UEL e Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e outras Drogas - COMAD

O evento é aberto à população em geral, educadores, profissionais, estudantes e famílias.
Inscrição: gratuita e nos locais dos eventos.
Outras Informações: 3371-4462 ou 3371-4048 (SEBEC - UEL)  

19 /06 - Sábado
9h00 às 13h00 – Calçadão EM FRENTE AO BANCO DO BRASIL
Divulgação da PREVIDA e Oficina de Teatro: “Teatro do Oprimido”
Organização: CAPS ad e demais instituições envolvidas

19/06 - Sábado
16h30 - Paróquia Nossa Senhora de Lourdes
Rua Santo Estevão, 70 - Vila Siam
Palestra: Dependência Química - Transtorno Individual, Familiar e Social.
Palestrante: Psic. José Carlos S. Camargo – CRP 08/12173
Pós-graduando em Saúde Mental – CCS/UEL
Organização: PROLOV e Conselho Regional de Psicologia – Londrina
  
21/06 - 2ª-Feira
 9h00 às 18h00 – Calçadão EM FRENTE AO BANCO DO BRASIL
         Divulgação da PREVIDA e Teatro do Oprimido
Organização: CAPS ad/ Núcleo Londrinense de Redução de Danos/
Conselho Tutelar/ Amor-Exigente

21/06 - 2ª-Feira
 19h30 - Câmara Municipal
Av. Duque de Caxias,
Abertura oficial da Semana Municipal sobre Álcool e outras Drogas.
A gente conversa, a gente de ajuda.
Palestra: O uso de drogas na contemporaneidade: diálogos e possibilidades.
Psic. Cíntia Helena dos Santos - CRP: 08/5858 – PEL – Doutoranda em Psicologia – UNESP/Assis
Organização: Câmara Municipal/ COMAD/ SEBEC – UEL
22/06 - 3ª feira
 08h00 às 12h00 - Faculdade Pitágoras
Rua Edwy Taques de Araújo, 1100, Gleba Palhano
Mesa redonda: Os efeitos do uso de álcool e outras drogas na sociedade contemporânea.
Homem e as Drogas
Prof. Marco Antonio Rossi – Mestre em Ciências Sociais
Uso de Drogas na Contemporaneidade
Profa. Flávia Fernandes de Carvalhares - CRP: 08/10051
Mestre em Psicologia Social
Drogas e violência
Profa. Henriene Brandão – Mestre em Direito Penal
Organização: Faculdade Pitágoras

22/06 - 3ª feira
09h às 12h00 - Fundação Tamarozzi
Rua Almeida Garret, 115 – Jd. Mediterrâneo
Palestra: Dependência Química - Transtorno Individual, Familiar e Social
Psic. José Carlos S. Camargo - CRP 08/12173
Pós-graduando em Saúde Mental – CCS/UEL
Organização: PROLOV/ Conselho Regional de Psicologia – Londrina

23/06 - 4ª feira
8h00 às 12h00 - Anfiteatro do Cesa - Campus Universitário -  UEL
Mesa redonda: A gente conversa, a gente se ajuda
Coordenadora: Carla M. C. Pagnossim – Psicóloga SEBEC-UEL
CRP: 08/08677
Serviço de Saúde Mental de Londrina
Ângela Maria Gruener Lima - Coordenadora
Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e outras Drogas-COMAD
Vera Lúcia Feliciano Lopes - Presidente
Amor-Exigente
Mario E. O. Furtado – Coordenador Regional A.E.
Núcleo Londrinense de Redução de Danos
Maria do Carmo Lachimia – Coordenadora do NLRD
Comunidade Terapêutica PROLOV
José Carlos S. Camargo – Psicólogo - CRP 08/12173
Relato de Experiência
Osvaldo Conceição Berto/UEL
Apresentação do Teatro do Oprimido /CAPS ad
Organização: Serviço de Bem-Estar à Comunidade – SEBEC – UEL

23/06 - 4ª feira
19h30 - Auditório Consórcio União
Av. Higienópolis, 2400
Palestra - A família contemporânea: tipos de amor
Psic. Ricardo Tempone De Lorenzo - CRP 08/14303
Organização: Associação ÁGUA PURA

24/06 - 5ª feira
13h30 - Vila da Saúde
Av. Jorge Casoni, 2350, Vila Casoni
Capacitação aos profissionais da rede municipal: Atenção aos usuários de álcool e outras drogas.
População alvo: Profissionais da rede municipal de saúde
Organização: CAPD ad

24/06 - 5ª feira
14h00 às 16h00 – Ambulatório do Hospital de Clínicas
Campus Universitário - UEL
Palestra: Dependência Química: como enfrentar esta questão?
Dr. Marcos Liboni – Médico Psiquiatra e Docente da Universidade Estadual de Londrina
Organização: AHC: DASC e Serviço Social/ SEBEC - UEL

24/06 - 5ª feira
19h00 - Fundação Tamarozzi
Rua Almeida Garret, 115 – Jd. Mediterrâneo
Apresentação do Projeto “Viva Mulher”
Sueli Galharde – Assistente Social e Secretária Municipal da Mulher
Palestra: Concepção, vida intra-uterina e hábitos maternos.
Profa. Maria José Sparça Salles – Doutora em Toxicologia do Desenvolvimento – Docente CCB/UEL
Organização: Cristma e Secretaria Municipal da Mulher
  
24/06 - 5ª feira
20h00 – Paróquia Sagrados Corações
Av. Mato Grosso, 1167
Palestra: Prevenção ao uso de álcool por adolescentes e Coalizões Comunitárias com Amor-Exigente
Psic. Maria Elizabeth Barreto de Pinho Tavares - CRP: 08/00475 - Doutora em Psicologia Clínica – USP
Organização: Amor-Exigente
  
26/06 – Sábado
18h00 às 20h00 - Paróquia Coração de Maria
Av. JK, 1.073 esq c/ av. Higienópolis
Reunião Aberta para amigos, familiares e interessados na Irmandade Mundial de Narcóticos Anônimos
Organização: Narcóticos Anônimos

sábado, 12 de junho de 2010

CARTA ABERTA DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS REUNIDAS NO 1º ENCONTRO NACIONAL DE TURISMO EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS CARTA ABERTA DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS REUNIDAS NO 1º ENCONTRO NACIONAL DE TURISMO EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS CARTA ABERTA DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS REUNIDAS NO 1º ENCONTRO NACIONAL DE TURISMO EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Diante da situação criada pela Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN 3.239, proposta em 2004 pelo DEM (Democratas), questionando a constitucionalidade do Decreto 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes de comunidades quilombolas de que trata o art. 68 do ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e na iminência de julgamento da questão pelo Supremo Tribunal Federal – STF, nós, Comunidades Quilombolas reunidas no 1º Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas, em realização entre os dias 07 a 11 de junho de 2010, na cidade de Registro(SP), solicitamos apoio aos diferentes grupos formadores da nossa sociedade, em especial aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, para fortalecer nossa luta, a partir do seguinte entendimento:
1. Que o art. 68 do ADCT/88 constitui norma de direito fundamental, que visa assegurar a possibilidade de sobrevivência das Comunidades Quilombolas ‐ povos dotados de cultura e identidade étnicas próprias – e garantir o exercício dos nossos direitos culturais, tais como as nossas formas de expressão, criações artísticas, nossos modos de criar fazer e viver, à luz do disposto no art. 216 da CF/88, que trata da proteção e promoção do patrimônio cultural brasileiro;
2. Que o texto do art. 68 do ADCT/88, na medida em que indica a titularidade do direito a ser conferido (comunidades quilombolas), a propriedade definitiva das terras ocupadas (objeto do direito) e quem deve conferir esse direito (o Estado), é norma para aplicação imediata, portanto independe de edição de lei específica para sua concretização, cabendo ao Estado fazer valer imediatamente esse direito fundamental;
3. Que o Decreto Federal 4.887/2003 é o instrumento adequado para a Administração Pública assegurar os direitos que nos foram garantidos pelo texto Constitucional de 1988, e que o critério de “auto‐definição” previsto no Decreto é constitucional, que visa promover a conscientização da identidade do próprio grupo quilombola, assim como, é
constitucional a definição de terras ocupadas por remanescentes de quilombos constante no Decreto;
4. Que os direitos quilombolas estão ainda garantidos pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho‐ OIT, que vigora no Brasil desde 2003 e assegura que o critério para determinar a identidade do povo quilombola é a “consciência de sua identidade”, além de garantir o direito à propriedade e posse de nossas terras tradicionalmente ocupadas e o direito de consulta livre, prévia e informada conferido ao povo quilombola, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de nos afetar diretamente; Neste sentido, reafirmamos a importância e necessidade de que o Estado Brasileiro garanta o direito fundamental de acesso ao território quilombola, como instrumento para promoção da igualdade e justiça social, e a promoção e proteção do pluralismo étnico‐cultural, aspecto relevante para toda a Nação.
Reafirmamos, também, a urgente necessidade de realização de audiências públicas antes que o Supremo Tribunal Federal – STF – julgue a ADIN 3.239, amplamente com os diversos setores da sociedade afetados pela ação, como medida de Justiça e dos ideais de cidadania, assegurando‐se, assim, o nosso Estado Democrático de Direito.

Assinam:

Aleluia
André Lopes
Bairro João Sura
Barra do Turvo
Boitaracá
Bombas
Cacau
Cambucá
Campinho da Independência
Cangume
Cedro
Comunidade Quilombola de Jesus
Comitê de Associações
Quilombolas do Vale do Ribeira Paraná
Fazenda Machadinha
GuajaráMiri
Iporanga
Itamatatíua
Ivaporunduva
Jatimane
Lagoa das Emas
Lagoa Santa
Largo da Vitória
Mandira
Maria Rosa
Mituaçu
Monte Alegre
Monte Bonito
Morro Seco
Mumbuca Jalapão
Nhunguara
Pedro Cubas
Pedro Cubas de Cima
Peropava
Pilões
Porto Velho
Quilombo Lagoas
Restinga Seca
Retiro
Rio Grande
Santa Maria de ItacoãMirim
Santa Rosa
São Pedro

Sapatu
Tabacaria

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ato publico em Londrina, 8 de junho







Neste dia 8 de junho em todo o Estado do Paraná, crianças, jovens, idosos, estavam nas ruas manifestando sua indignação contra o que nós defensores(as) dos direitos humanos chamamos de roubo, que é a corrupção no poder Legislativo do Parana. Quando dinheiro público não cumpre sua finalidade, não volta para a população, direitos básicos desta população não são respeitados. Direitos como da moradia, da saúde, da educação, etc, deixam de ser atendidos porque o dinheiro que é de todos e todas as pessoas passa a ser apropriado por algumas pessoas. Indevidamente, de forma privada.
Em Londrina, os(as) militantes do Centro De Direitos Humanos fizeram se presentes no Calçadão, nesta terça-feira, dia 8 de junho de 2010, junto com a Central Única do Trabalhadores, Movimento Estudantil e tantas outras entidades que ajudaram na mobilização articulada pela OAB, ACIL e igrejas na luta por um Paraná mais justo.
O caso dos diários secretos e da contratação de funcionários fantasmas revelou a crise e a corrupção no poder legislativo paranaense. Desde então, os Movimentos Sociais já realizaram diversos atos e manifestações sobre a corrupção na Assembleia Legislativa, com o apoio do Movimento Nacional de Direitos Humanos/Parana.
Segundo Carlos Santana, coordenador do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH Londrina) os defensores dos direitos humanos por meio do Movimento Caça-Fantasmas - articulação esta que reúne entidades da sociedade civil - quer que a situação seja esclarecida. "Queremos que haja transparência nas investigações, que as denúncias sejam apuradas e resolvidas. Todo o dinheiro público que foi desviado também deve ser devolvido imediatamente para os cofres públicos, para que seja efetivamente usado como preconiza a constituição, orçamentos públicos, etc .
Esse ato é um momento histórico e, por isso, estamos na luta dos paranaenses em favor da moralidade política", disse .
A luta pela moralidade pública também é uma luta dos Direitos Humanos.

sábado, 5 de junho de 2010

ato publico em londrina



O CDH Londrina se reuniu neste sábado e entre outras deliberações ( que em breve serão postadas aqui) definiu pela ampla participação no ato publico no dia 8 de junho em Londrina, às 18h, no calçadão, junto a OAB de Londrina, a Acil e demais entidades da sociedade civil.
Este ato se dará também em várias cidades do estado, como por exemplo, Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa. O ato é para exigir o afastamento da mesa diretora da assembléia garantindo assim transparência e ampla investigação.
Portanto o CDH LONDRINA convoca os(as) todos(as) companheiros e companheiras a estarem engrossando as fileiras das pessoas que não se conformam com o que está acontecendo na Assembleia Legislativa do Parana, lembrando que dinheiro publico desperdiçado/desviado/ mal aplicado é dinheiro que falta na implementação das políticas públicas em nosso Estado, como escola, moradias e etc.

Lembrança dos crimes da ditadura militar: fazei isso em memória delas

Para Reflexão
01.04.10 - BRASIL
Lembrança dos crimes da ditadura militar: fazei isso em memória delas

José Ribamar Bessa Freire *


São mulheres de diferentes cidades do Brasil. Algumas amamentavam. Outras, grávidas, pariram na prisão ou, com a violência sofrida, abortaram. Não mereciam o inferno pelo qual passaram, ainda que fossem bandidas e pistoleiras. Não eram. Eram estudantes, professoras, jornalistas, médicas, assistentes sociais, bancárias, donas de casa. Quase todas militantes, inconformadas com a ditadura militar que em 1964 derrubou o presidente eleito. Foram presas, torturadas, violentadas. Muitas morreram ou desapareceram lutando para que hoje nós vivêssemos numa democracia.
As histórias de 45 dessas mulheres mortas ou desaparecidas estão contadas no livro "Luta, Substantivo Feminino", lançado quinta-feira passada, na PUC de São Paulo, na presença de mais de 500 pessoas. O livro contém ainda o testemunho de 27 sobreviventes e muitas fotos. Se um poste ouvir os depoimentos dilacerantes delas, o poste vai chorar diante da covardia dos seus algozes. Dá vergonha viver num mundo que não foi capaz de impedir crimes hediondos contra mulheres indefesas, cometidos por agentes do Estado pagos com o dinheiro do contribuinte.
Rose Nogueira - jornalista, presa em 1969, em São Paulo, onde vive hoje. "Sobe depressa, Miss Brasil", dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os "40 dias" do parto. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Segurei os seios, o leite escorreu. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele (delegado Fleury) ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. O torturador zombava: "Esse leitinho o nenê não vai ter mais".
Izabel Fávero - professora, presa em 1970, em Nova Aurora (PR). Hoje, vive no Recife, onde é docente universitária: "Eu, meu companheiro e os pais dele fomos torturados a noite toda ali, um na frente do outro. Era muito choque elétrico. Fomos literalmente saqueados. Levaram tudo o que tínhamos: as economias do meu sogro, a roupa de cama e até o meu enxoval. No dia seguinte, eu e meu companheiro fomos torturados pelo capitão Júlio Cerdá Mendes e pelo tenente Mário Expedito Ostrovski. Foi pau de arara, choques elétricos, jogo de empurrar e ameaças de estupro. Eu estava grávida de dois meses, e eles estavam sabendo. No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça de estupro e insultos, eu abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar".
Hecilda Fontelles Veiga - estudante de Ciências Sociais, presa em 1971, em Brasília. Hoje, vive em Belém, onde é professora da Universidade Federal do Pará. "Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles, comecei a ouvir, sob socos e pontapés: "Filho dessa raça não deve nascer". "(...) me colocaram na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui submetida à ‘tortura cientifica’. Da cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram amarrados nos seios. As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis: calor, frio, asfixia. Aí, levaram-me ao hospital da Guarnição de Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo. Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e fez o corte sem anestesia".
Yara Spadini - assistente social presa em 1971, em São Paulo. Hoje, vive na mesma cidade, onde é professora aposentada da PUC. "Era muita gente em volta de mim. Um deles me deu pontapés e disse: ‘Você, com essa cara de filha de Maria, é uma filha da puta’. E me dava chutes. Depois, me levaram para a sala de tortura. Aí, começaram a me dar choques direto da tomada no tornozelo. Eram choques seguidos no mesmo lugarâ".
Inês Etienne Romeu - bancária, presa em São Paulo, em 1971. Hoje, vive em Belo Horizonte. "Fui conduzida para uma casa em Petrópolis. O dr. Roberto, um dos mais brutais torturadores, arrastou-me pelo chão, segurando-me pelos cabelos. Depois, tentou me estrangular e só me largou quando perdi os sentidos. Esbofetearam-me e deram-me pancadas na cabeça. Fui espancada várias vezes e levava choques elétricos na cabeça, nos pés, nas mãos e nos seios. O ‘Márcio’ invadia minha cela para ‘examinar’ meu ânus e verificar se o ‘Camarão’ havia praticado sodomia comigo. Esse mesmo ‘Márcio’ obrigou-me a segurar seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante esse período fui estuprada duas vezes pelo ‘Camarão’ e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os mais grosseiros".
Ignez Maria Raminger - estudante de Medicina Veterinária presa em 1970, em Porto Alegre, onde trabalha atualmente como técnica da Secretaria de Saúde. "Fui levada para o Dops, onde me submeteram a torturas como cadeira do dragão e pau de arara. Davam choques em várias partes do corpo, inclusive nos genitais. De violência sexual, só não houve cópula, mas metiam os dedos na minha vagina, enfiavam cassetete no ânus. Isso, além das obscenidades que falavam. Havia muita humilhação. E eu fui muito torturada, juntamente com o Gustavo [Buarque Schiller], porque descobriram que era meu companheiro".
Dilea Frate - estudante de Jornalismo presa em 1975, em São Paulo. Hoje, vive no Rio de Janeiro, onde é jornalista e escritora. "Dois homens entraram em casa e me sequestraram, juntamente com meu marido, o jornalista Paulo Markun. No DOI-Codi de São Paulo, levei choques nas mãos, nos pés e nas orelhas, alguns tapas e socos. Num determinado momento, eles extrapolaram e, rindo, puseram fogo nos meus cabelos, que passavam da cintura".
Cecília Coimbra - estudante de Psicologia presa em 1970, no Rio. Hoje, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais e professora de Psicologia da Universidade Federal Fluminense: "Os guardas que me levavam, frequentemente encapuzada, percebiam minha fragilidade e constantemente praticavam vários abusos sexuais contra mim. Os choques elétricos no meu corpo nu e molhado eram cada vez mais intensos. Me senti desintegrar: a bexiga e os esfíncteres sem nenhum controle. ‘Isso não pode estar acontecendo: é um pesadelo’ ‘Eu não estou aqui’, pensei. Vi meus três irmãos no DOI-Codi/RJ. Sem nenhuma militância política, foram sequestrados em suas casas, presos e torturados".
Maria Amélia de Almeida Teles - professora de educação artística presa em 1972, em São Paulo. Hoje é diretora da União de Mulheres de São Paulo. "Fomos levados diretamente para a Oban. Eu vi que quem comandava a operação do alto da escada era o coronel Ustra. Subi dois degraus e disse: ‘Isso que vocês estão fazendo é um absurdo’. Ele disse: ‘Foda-se, sua terrorista’, e bateu no meu rosto. Eu rolei no pátio. Aí, fui agarrada e arrastada para dentro. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no ânus, na vagina, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim. Mas com certeza a pior tortura foi ver meus filhos entrando na sala quando eu estava na cadeira do dragão. Eu estava nua, toda urinada por conta dos choques".
São muitos os depoimentos, que nos deixam envergonhados, indignados, estarrecidos, duvidando da natureza humana, especialmente porque sabemos que não foi uma aberração, um desvio de conduta de alguns indivíduos criminosos, mas uma política de Estado, que estimulou a tortura, a ponto de garantir a não punição a seus autores, com a concordância e a conivência de muita gente boa "em nome da conciliação nacional".
No lançamento do livro na PUC, a enfermeira Áurea Moretti, torturada em 1969, pediu a palavra para dizer que a anistia foi inócua, porque ela cumpriu pena de mais de quatro anos de cadeia, mas seus torturadores nem sequer foram processados pelos crimes que cometeram: "Uma vez eu vi um deles na rua, estava de óculos escuros e olhava o mundo por cima. Eu estava com minha filha e tremi".
Os fantasmas que ainda assombram nossa história recente precisam ser exorcizados, como uma garantia de que nunca mais possam ser ressuscitados - escreve a ministra Nilcea Freire, ex-reitora da UERJ, na apresentação do livro, que para ela significa o "reconhecimento do papel feminino fundamental nas lutas de resistência à ditadura".
Este é o terceiro livro da série "Direito à Memória e à Verdade", editado pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O primeiro tratou de 40 afrodescendentes que morreram na luta contra o regime militar. O segundo contou a "História dos meninos e meninas marcados pela ditadura". Eles podem ser baixados no site da SEDH.
O golpe militar de 1964 que envelhece, mas não morre, completa 46 anos nos próximos dias. Essa é uma ocasião oportuna para lançar o livro em todas as capitais brasileiras. No Amazonas, as duas reitoras -Marilene Correa, da UEA e Márcia Perales, da UFAM- podiam muito bem organizar o evento em Manaus e convidar a sua colega Nilcea Freire para abri-lo. Afinal, preservar a memória é um dos deveres da universidade. As novas gerações precisam saber o que aconteceu.
A lembrança de crimes tão monstruosos contra a maternidade, contra a mulher, contra a dignidade feminina, contra a vida, é dolorosa também para quem escreve e para quem lê. É como o sacrifício da missa para quem nele crê. A gente tem de lembrar diariamente para não ser condenado a repeti-lo: fazei isso em memória delas.

* Professor. Coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti

sexta-feira, 4 de junho de 2010

“Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos”

Parada Gay em São Paulo 2010
Escrito por Isah Moretti Arco Íris 14 jan, 2010

A Parada Gay é um evento realizado anualmente com o objetivo de reunir a população LGBT do Brasil. O movimento é cheio de festa e descontração, os participantes têm liberdade para manifestar e combater o preconceito que ainda existe com relação a homossexualidade. Na parada, a vergonha é deixada de lado para que as pessoas possam sentir mais a vontade com a opção sexual.

A Marcha do Orgulho LGBT acontece em diversos países do mundo, sendo que no Brasil ela ganhou prestígio em São Paulo. A Parada Gay paulista tem mais de 12 anos e costuma incendiar a Avenida Paulista com muita descontração. A estimativa de público varia de um ano para o outro, mas na XIII edição promovida em 2009 foi contabilizado pelos organizadores um total de 3.100.000 pessoas.

Apesar de a Parada ser voltada para o público gay, nem todos os participantes se declaram homossexuais: 25,9% das pessoas são heterossexuais e participam do evento para combater o preconceito. A Parada contribui para o turismo na capital paulista e atrai visitantes de todos os lugares do mundo.

Em 2009, o evento contou com a participação da ex-prefeita Marta Suplicy e teve como lema a seguinte frase: “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos”. Apesar de ter conquistado respeito ao longo desses anos, o movimento homossexual brasileiro ainda é motivo de críticas por parte dos religiosos e conservadores.

Boatos surgiram o ano passado de que a Parada Gay 2010 seria promovida no Estádio do Morumbi, mas os organizadores afirmam que o evento permanecerá na Avenida Paulista. O evento já tem uma data prevista, deverá acontecer no dia 6 de junho (domingo, feriado de Corpus Christi).

organização e planejamento das atividades a serem desenvolvidas por ocasião das comemorações de “20 de Novembro”, para 2010

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
Gestão de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – GPPIR
Senhoras e Senhores:
Ativistas, Lideranças e Entidades do Movimento Social Negro
LONDRINA – PR.
Prezadas/os:

O Gabinete de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – GPPIR e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial - CMPIR, convidam para a reunião de organização e planejamento das atividades a serem desenvolvidas por ocasião das comemorações de “20 de Novembro”, para 2010.
Data: 07 de junho de 2010, segunda-feira.
Horário: início -18:00, término previsto, 21h00.
Local: Sala de reuniões da DGP/Prefeitura, 2º andar.
Obs. Após às 18:00, o acesso se dará pela entrada dos funcionários, que fica na lateral do prédio.

A construção do evento passa pela sua participação histórica!
Maria de Fátima Beraldo José Mendes de Souza
Gabinete de Políticas de PIR Conselho Municipal de PIR
Gestora Pública Presidente

Informações
Av. Duque de Caxias, 635 – 2º andar - Gabinete do Prefeito
Telefone: (43) 3372-4603
Email: gppir@londrina.pr.gov.br
cmpir@londrina.pr.gov.br